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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Um risco negro no meio da Floresta Amazônica

Quando a gente trabalha fazendo o que gosta, a gente não trabalha, a gente se diverte o tempo todo. E não deve haver coisa melhor no mundo do que ganhar dinheiro se divertindo. Sim. Eu me divirto com o que faço, e com as bênçãos de Deus a minha brincadeira vai dando certo enquanto incomoda bastante gente séria. Esta noite estou em Porto Velho. Ainda é sexta-feira. Vamos sair daqui de volta para Pimenta Bueno na segunda-feira; quinhentos quilômetros para trás. É uma viagem longa. Mas nada é tão terrível quando, vindo de Pimenta para cá, depois de passar por Ji-Paraná, ter que ficar horas a fio acompanhando a interminável fila de carretas.

Rondônia é um estado que cresceu velozmente nos últimos dez anos. Digo isso porque estive em Porto Velho há dez anos e a BR 364 não tinha todo esse movimento. A entrada da nossa capital não era tão parecida com as entradas das grandes capitais do centro-sul do Brasil. Rondônia cresceu. Há dez anos atrás não haviam tão grandes e numerosas empresas às margens desta Rodovia Federal. Portando, senhores parlamentares federais representantes de Rondônia em Brasília: estamos precisando urgentemente de uma duplicação de qualidade desde Vilhena, passando por Pimenta Bueno (com a duplicação da ponte sobre o Rio Barão do Melgaço), Cacoal, Presidente Médici, Ji-Paraná, Ouro Preto, Jaru, Ariquemes e, finalmente, Porto Velho. Não podemos esquecer senhores, da estrada que liga Porto Velho a Guajará Mirim na divida com a Bolívia.

E eu acho que nem preciso mencionar mais motivos para que esta gigantesca obra seja tirada de um reles artigo e levada a sério, mas vou fazê-lo assim mesmo. Com a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau isso aqui vai virar uma ‘via do inferno’, claro, em sentido figurado, mas para representar a realidade se a nossa BR 364 não for levada a sério por nossos parlamentares. De Ji-Paraná a Ariquemes a BR é muito estreita e sem acostamentos. De uma extremidade a outra de Rondônia a BR 364 é mal sinalizada, não existem os ‘olhos de gato’, que são os sinalizadores noturnos. As placas estão no meio do mato, as faixas pintadas estão sumidas em muitos trechos. A qualidade do asfalto já esteve pior, mas o acabamento do “risco negro no meio da floresta” é um caos. As filas são enormes e a lentidão do tráfego uma tortura para motoristas, passageiros e cargas.

O senador Valdir Raupp esteve há pouco tempo fazendo um discurso na Tribuna do Senado cobrando providências. Mas é pouco. Nossos parlamentares federais tinham que fazer uma espécie de pacto, reivindicando no Senado e na Câmara dos Deputados, com urgência, uma atenção mais especial da esfera federal para com o estado de Rondônia, principalmente por parte do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes – DNIT, que em vários municípios encontra-se com grandes obras inacabadas, a exemplo dos viadutos e marginais de Pimenta Bueno. Representantes deste departamento também deveriam trabalhar com mais afinco e dedicação; com mais respeito à população em Geral, especialmente os comerciantes que sofrem os infortúnios e prejuízos causados pelo transtorno da morosidade.

A duplicação da ponte sobre o Rio Machado, no perímetro urbano de Ji-Paraná, a segunda maior cidade rondoniana, é uma obra louvável. Mas faltam trabalhadores para todas as obras em andamento. O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, não previu a falta de mão-de-obra com as centenas de projetos sendo executados em todo país. Daqui a pouco nossos vizinhos estarão entrando no país em busca de trabalho, e vão encontrar. Mas isto não é interessante, porque significa falta de organização interna. Contudo, devemos olhar com grandes e bons olhos tudo isto, afinal, realizar Motocross em Porto Velho, um dia, foi bem mais difícil, quando pilotos aventureiros se arriscavam pegando carona em cima de cargas pesadas com suas motos amarradas de corda. E mesmo assim todo mundo já era feliz.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Desabafo a um metido a besta acompanhado de sua gazela e a uma jovem senhora

Gosto das críticas a respeito do meu trabalho quando são fundamentadas, porque quando ouso questionar o trabalho de alguém, e raramente o faço (nem me lembro da última vez), o faço com fundamentação pautada em conhecimento e, de preferência, experiência com a mesma coisa. Nesta última semana fui criticado três vezes. Honra maior seria se, ao menos, uma das três tivesse fundamentação mínima, o que para minha tristeza não aconteceu. Contudo, consolou-me o fato de ter a certeza de que, bem ou mal o meu trabalho é digno de notoriedade, mesmo por parte dos que apenas o invejam.

Mas duas das três críticas que recebi me chamaram a atenção pelo topete de um mancebo metido a besta acompanhado de sua gazela, e a audácia de uma jovem senhora, esposa de um pré-candidato a vereador amigo meu. É fácil abrir a boca para vomitar palavras impensadas e dar gargalhadas acreditando ser o vão comentário o feito do século. Mas para mim é triste saber que pessoas deste tipo poderão penar até à morte por não conseguirem enxergar um palmo à frente do nariz. E se gasto o meu precioso espaço neste veículo de comunicação, o meu tempo e as preciosidades das poucas palavras catadas que sorvo de meu dicionário de meia dúzia de páginas, sei que muita atenção estou dando a quem não merece, mas fato é que não consigo conter o vício... de escrever com canetas de veneno... isto me é doce como mel.

Diz a Bíblia Sagrada em um dos Provérbios do Rei Salomão que até o tolo quando se cala, é entendido por sábio. Sócrates disse que quanto mais soubesse, entendia que menos ainda sabia: “Eu só sei que nada sei”, por isto deve ter sido entendido como sábio. Eu, longe de tentar sê-lo, gasto palavras. O jovem mancebo metido a besta acompanhado de sua gazela quis me criticar pelo fato de usar “o meu” jornal para postar matéria “a meu” respeito. Sim. O fiz, e o farei quantas vezes achar conveniente, como farei daqui algumas linhas, porque o veículo é meu, nele mando eu, de forma que o uso da maneira que bem entender, porque é meu objeto. É público? Sim. O público os lê (o jornal on-line, o diário on-line e o jornal impresso). Mas os que não querem ler nem passam perto. E bem o fazem. Pelo menos não dirão imbróglios do meu trabalho.

Sobre o infeliz comentário do mancebo metido a besta, publiquei matéria em meu jornal a respeito de uma visita que fiz a uma escola para dar palestra a três turmas da sexta série sobre Poesia a convite do Professor deles. Isto aconteceu porque sou Poeta. Como? Tendo galgado um primeiro lugar em nível nacional em 2004 através de um concurso literário, tendo recebido uma Moção de Aplauso da Câmara de Vereadores de Pimenta Bueno, e tendo, esta semana, CONQUISTADO O SEGUNDO LUGAR NO CONCURSO LITERÁRIO “O Amor está no ar”, com a Obra “Outro Poema”, mais uma vez em nível nacional. O que isto representa? Que eu sou Poeta, oras bolas. Se o sou posso dar palestras sobre Poesia porque tenho conhecimento mínimo que seja sobre o assunto. Se fui convidado pelo professor é porque tenho o mínimo de prestígio nesta área, e se dou uma resposta deste tamanho, é porque me sinto bem em fazê-lo e ninguém tem nada com isto.

Se publico minha visita em meu jornal, é porque um dia precisei de divulgação do meu trabalho e ninguém me deu. Tive que conquista-la no braço, na raça, na vontade e contra um turbilhão de borra-botas como o jovem metido a besta acompanhado de sua gazela que me criticou. Como disse, a semana foi dura. Quem quer discutir Poesia comigo, ou a cultura de nossa cidade, em alguns âmbitos seus, leia um livro pelo menos, pelo menos um Poema só para ter um mínimo de bom para me apresentar, porque não tenho todas as coisas boas do mundo para mostrar, mas tenho algo de bom que pode ser aproveitado, até mesmo por um mancebo metido a besta, que por ter viajado meia dúzia de vezes a Brasília numa alegre brincadeira de fazer política estudantil, acredita estar sobre todas as coisas, até mesmo do sol. O mais triste é saber que ainda encontre uma linda gazela que o acompanhe e lhe compartilhe o espalhafato palavrório.

Já a jovem senhora que teve a audácia de me dizer o que eu tinha ou que não tinha que fazer com o meu veículo de comunicação, foi enfática em afirmar que eu tinha a OBRIGAÇÃO de postar no site TUDO o que acontece de mais importante na cidade. Pelo menos ela acessa o site e sabe que não publico TUDO o que acontece de mais importante na cidade. Mas o que ela não sabe, e vai saber agora, é que não o faço por falta de vontade, mas por falta de condições para fazê-lo, condições que nem ela me dá falando tagarelices impensadas. É o mesmo que eu querer e exigir que a Rede Globo de televisão passe no seu site exatamente tudo o que acontece no mundo. A maior rede de Informação do Brasil não consegue fazer isto. E se conseguisse, o que eu faria com tanta Informação? Se eu conseguisse dar cobertura informativa a TUDO o que acontece em Pimenta Bueno, o que nossos leitores fariam com tanta Informação?

O que essa jovem senhora sabe sobre o meu árduo trabalho em levar Informação? Nada. Se soubesse alguma coisa me perguntaria, em primeiro lugar, se eu precisava de alguma coisa para dar cobertura à matéria que ela queria, em segundo lugar me perguntaria quanto custa publicar sua matéria, porque uma coisa lhes garanto: custo tem. Vivemos em uma cidade pequena, com pouco mais de trinta mil habitantes, e muitas coisas acontecem sim, mas para quem está começando, trabalhando à pé, sem o equipamento devido, ou crédito no celular, acho que estamos indo bem, obrigado.

Verdade é que podemos fazer mais, e o faremos quando tivermos condições para tanto, porque é para isto que me levanto às cinco e meia da manhã, todos os dias, e como agora, que já são 23 horas e 14 minutos, ainda não fui dormir por entender que ela, a jovem senhora, e o mancebo metido a besta acompanhado de sua gazela, podem levantar pela manhã, ligar o computador e se deliciarem com um modesto texto a respeito da nossa realidade.

Façam-me um favor: falem menos e mostrem mais trabalho. A sociedade precisa de vocês. O PBURGENTE on-line vai fazer dois anos no próximo mês de novembro. Não é muita coisa. Mas alguns milhares de pimentenses, rondonienses, brasileiros no Brasil e no exterior já se acostumaram a acessar o site, religiosamente, todos os dias, em busca de uma novidade sobre a nossa cidade, a nossa região, o nosso estado e o nosso país. Se estou cumprindo bem ou mal com a responsabilidade que o Ofício me requer, eu não posso avaliar, mas eis aí um bocado da minha parcela em prol de uma sociedade melhor e uma cidade mais desenvolvida. Se vocês não tiverem roupa para lavar, vão catar coquinho ou fazer coisa melhor, façam qualquer coisa, mas me deixem em paz e tentem ser melhores consigo mesmos. Já será um grande avanço.

Só Pensando: "O Sonho"


Havia um grande e gordo pedaço de carniça, daqueles desgraçadamente fedorentos e cheios de verme rodeado de urubus, cada um puxando para um lado. Bem no meio do Encontro dos Rios, onde a forquilha começa o Machado, em Pimenta Bueno. A tal carniça plantada neste ponto geográfico mencionado chegou a ser despedaçada em quatro partes, uma gorda, uma forte composta de músculos, uma suculenta e outra magra. Mas os mistérios da ‘natureza’, como não podia deixar de ser, fez juntarem-se os pedaços suculento ao gordo, de forma que o pedaço gordo se tornou suculento, o forte continuou na mesma e o magro mais magro.

E como rege a Lei Natural da Floresta Amazônica, os urubus responsáveis por ‘limpar a carniça’, faltaram se engalfinhar em bicadas e esporadas. Os mais fortes bicaram os mais fracos que revidaram com esporadas; mas uma lei geral permaneceu: os urubus maiores sufocaram os menores em cima da carniça. Os urubus-reis, mesmo voando do alto, olhando a catastrófica cena lá embaixo, apenas com uma piscada de olhos conseguiam fazer este ou aquele urubu, largar ou grudar um determinado pedaço de carne podre. E conforme o sol foi esquentando a carne foi ficando mais fétida, e por conseqüência, mais apetitosa às aves de rapina que se recusaram a largar o monte pútrido.

O pobre ser que originou tamanho monte de carne deteriorada, impossível de ser reconhecido devido a desfiguração do que um dia pudera ser, ao menos em pensamento ou filosofias sacramentadas pela história da evolução natural de todos os seres, agonizava agora aos bicos esfomeados das aves de rapina. O grupo de urubus mais poderoso ficou com o pedaço gordo e suculento; os urubus fortes ficaram com a musculatura e os urubus menores ficaram com a carne mais magra.

Os ossos desta hedionda figura imaginária e impensável jazem agora no seio da terra. Adubam um torrão de chão de onde germinará as verdes folhas da esperança. Sim. Pois as sementes foram jogadas antes mesmo dos urubus chegarem à carniça. Crescida, a árvore do desenvolvimento alimentará em seus frutos uma grande comunidade de trabalhadores que lavrarão essa terra protegidos pelas ramagens da segurança, sob a sombra da paz. Porque nesta forquilha que gera o cabo do Machado há uma gente que, 'ainda', olha para o chão com medo de pisar a estrada. Mas quando aprender a olhar para adiante descobrirá que sabe voar, não como os urubus, mas sim como o pombo-mensageiro de boas novas para todos os outros seres que vivem debaixo das outras árvores da Floresta.

Quando o dia amanheceu eu fui jogar no bicho. Joguei no boi, mas deu carneiro... vai entender...

Atualização

Estou em falta com o meu diário. Como sugere o nome, deveria posta aqui um comentário que fosse todos os dias. Mas os acontecimentos dos últimos dias realmente tem me colocado em cheque para esta atualização. Não que ela não me tenha importância, porque está entre as coisas mais importantes da minha vida, merecendo local de destaque entre as prioridades, mas eu, realmente, tenho trabalhado muito.

No comentário anterior não tinha saído de casa ainda. Pois é. Há mais de um mês estou morando em um pequeno quarto. Na verdade é um ponto comercial bem no centro de Pimenta Bueno. Trata-se de um salão de 4 X 5, mais ou menos, na frente, e um quartinho com banheiro no fundo. Contratei uma arrumadeira para limpar e lavar minhas roupas uma vez por semana e às vezes almoço na casa da ex, às vezes no restaurante e quase sempre fico sem almoçar.

Quase voltamos recentemente. Entretanto não vou cometer as mesmas infatilidades do passado. Gosto sim da Rafaela, mas não quero ficar indo e voltando como foi um dia em minha vida. Ela parece gostar de mim mas não abre mão de suas particularidades. Pensamos extremamente diferente um do outro. Contudo, não quero ficar relatando aqui neste espaço os motivos que me fizeram sair de casa.

Estou ajudando ela a se virar até que consiga caminhar com as próprias pernas, e espero que consiga, porque não vou agüentar a situação do jeito que está por muito tempo. Tenho que dar um jeito na minha vida, porque até agora ninguém pensou em mim, nem eu mesmo. Então acho que está mais na hora de olhar um pouco para mim mesmo, me encarar de frente para o espelho, olhar dentro dos meus próprios olhos e ver o quanto já me desgracei por sempre pensar no bem-estar dos outros em detrimento do meu próprio bem-estar. Vou tentar atualizar o meu diário mais vezes. Não sei se alguém se dá ao enfado de ler tais palavras. Se existir no planeta essa pessoa, garanto que atualizarei este diário com mais freqüência.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Separação

Rapaz, minha mulher resolveu levar a serio os treinamentos de Kung Fu que, inicialmente, eram para ser uma atividade familiar, descompromissada e permutada. Com menos de três meses na academia ela gastou mais de R$ 100 reais para participar de um torneio em Rolim de Moura. A minha vida virou um inferno, com direito a sonhar com uma legião de demônios dando risada. Que desgraça!

Bom pra ela que encontrou o que fazer. Eu, de tanta coisa que tenho pra fazer não posso mais ficar em casa. Esses dias tivemos um feriado municipal e mesmo assim trabalhei até o meio dia. Quando cheguei em casa, por volta das duas da tarde, ela estava de saída para a academia. Sim! Eu queria passar um raro dia familiar em casa, com esposa e filhos. Mas a minha esposa não quer mais ser esposa. Quer ser lutadora de Kung Fu. Bom para o professor dela que ganhou uma rara aluna dedicada, capaz de largar o marido coçando o saco em casa num dia de feriado municipal, depois de uns três meses sem pisar em casa direito, para ir treinar “Bastão”.

Mas ela está prestes a ter tudo o que quer no obscuro mundo das artes marciais. Estou saindo de casa. Agora, mesmo eu estando em casa, à noite, por exemplo, ela fica rodopiando pela varanda da casa com um cabo de vassoura na mão, fazendo-o de bastão. Seus treinos são intensos, mas de tanto coçar o saco, por não ter mais o que fazer, já nem tenho mais pelos no escroto. Ta difícil. O que era para ser uma atividade familiar destruiu uma família. Sim! Afirmo essa destruição com todas as letras: D-E-S-T-R-U-I-U. E que se registre essa destruição; e que se registre minha desgraça; e que se registre o meu sonho com os demônios; e que se registre minha inflamada indignação contra minha esposa, que não será mais...

Eu devo mesmo ser o cara mais difícil de conviver desse mundo. Não é possível. Por isso mesmo, depois de tantas tentativas, desisto! Não quero mais saber. Vai todo mundo pro inferno... eu vou tentar dormir sem ter pesadelos...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Eu juro gente, sou Jornalista...

Nem vem que não tem: todo mundo tem um dia em que se perdem as estribeiras.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ai ai...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Encontrei o Professor Doca Brandão

Rapaz, não é que vasculhando o site do meu colega Paulo Andreoli, o RONDONIAOVIVO.com.br, encontrei o link de uma figura que ainda não conheça, mas um dia terei que conhecer. Trata-se do link "Momento Lítero Cultural nº 93 - Por Celmo Vasconcellos". Neste link a gente lê de tudo um pouco sobre o que mais importante rola na literatura de Rondônia. E não é que lá encontrei o Professor de História e Poeta, Doca Brandão.

Hoje residindo na capital Porto Velho, Doca Brandão foi meu Professor de História na Escola Marechal Cordeiro de Farias, em Pimenta Bueno. E que Versos do Professor estão postados lá. A parte referente a Doca Brandão segue abaixo, mas o link pode ser acessado por minha meia dúzia de leitores (se são tantos), pois ali encontram-se outras obras primas de nossa Literatura. Muito bom!!! Justamente na semana em que comemoro, sozinho, os dez anos da publicação de meu primeiro livro de Poemas (Espelho).

DOCA BRANDÃO

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Josemar Francisco Brandao ( Doca Brandão), natural de Pernambuco – Recifense

Professor de História (UFPE), Pós-Graduado em História Regional, iniciou-se na literatura através do poeta ZIZO, junto com o qual fundam o Movimento de Poesia Marginal “Palco Aberto”, em l978. Essa proposta dava importância aos Hai- Kais, poemas curtos mas de alvo certeiro, revelando as mazelas sociais do Brasil, como neste Hai-Kai A Lavadeira :

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A Lavadeira

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Lava,
Enxágua,
Engoma,
Passa e dobra,
E quanto mais lava,
Mais embranquece a sua obra!

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Tendo trabalhado em diversos Cursos Preparatórios para Vestibulares e também Cursos para As Escolas Militares, Doca Brandão como é conhecido, vem para Rondônia em 1998, tornando-se funcionário público. Desde cedo mostrou jeito para a Literatura de Cordel, realizando, aqui,. Cordéis de cunho Temático, como : A Lenda do Mapinguari, A Lenda do Boto, Rondon, O Grande Pacificador, O Tratado de Petrópolis, A Cidade Perdida de Paititi, Tereza de Benguela- A Rainha do Quariterê, História Regional para Concursos e Vestibulares, A Lei 10.639-A Educação nas Relações Étnico-Raciais, A Expedição Dequech-As Minas de Urucumacuan,O Forte Príncipe da Beira, Os Deputados Vergonhosos, História do Brasil para Vestibulares e Concursos, Porto Saudosa Porto e O Que Rondônia Tem Para O Turista Visitar.

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SEMPRE FAZER

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Fazer do riso,
Um todo amargo,
Fazer do largo
O mais estreito,
Fazer do sono
Um lindo sonho
E um medonho pesadelo...

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Fazer do medo
A coragem
Fazer da morte
Eterna vida
Fazer do amor
Mais breve ainda
Do que nunca foi tão cedo...

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Exílio da Canção da Volta ou( Que Tristeza Meu Deus )

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Minha terra tinha uma madeira
Que se chamava pau-brasil
E quando os portugueses nos invadiram
Essa madeira sumiu...
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Mas nossa biodiversidade
É pirateada aos horrores...

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Em cismar sozinho á noite
Eu fico sempre a chorar
Pois não vejo tanto as palmeiras
Nem escuto o sabiá cantar

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Minha terra tem primores,
Que não tem outro lugar,
Tem chapadas e tem serras,
Tuiuiú e lobo-guará,
Tem prais e rios bonitos
Onde eu posso me banhar...

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Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu veja acontecer,
As multinacionais expulsas
E o meu Brasil acordar,
Os políticos sendo honestos,
E o povo bem mais esperto,
Cantar como o sabiá!!

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Mortalha de Uma Alma Esfarrapada

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Eu faço parte
Da máscara de mim mesmo,
E quando bebo,
Me embriago na ressaca bêbada,
Escondida no meu porre surreal...

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A vestimenta que me cobre,
É tecida num vermelho impune,
Numa mortalha ensangüentada de ciúme,
Escarrada na carniça da mentira
E vomitada na tijela da ilusão..

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E quando sonho,
Volta em mim o pesadelo
Do meu corpo adormecido,
Dormido no berço do ofício,
Despertado na noite matinal
E acarinhado pelo vento vespertor...

-

E no meu sono,
Vejo seres derradeiros
Que pulam dos lençóis emaranhados,
Molhados de suores romanescos
Descobertos dos poemas sensuais...

+++

Buscando

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Versificar a dor
Que brota na sala
E num canto se cala
Por tanto prazer

-

É saber sapiência
De engolir sorrisos
É saber certeza
De tão só cantar...

-

É sentir que o tempo,
Rima a qualquer hora,
É saber demora
De metrificar.

+++

FRENESI

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O fato,
o foco,
a figura,
o furto fácil
a fagulha...

-

a face,
a farsa,
a frase feita,
da força funesta...

-

o feto,
o fruto,
forçado, vira foice,
onde no fim do fosso,
gera faíscas...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Antes prevenir do que remediar... como diz o ditado...


Aparentemente os problemas de enchente na região da av. Riachuelo com a rua Ulisses Guimarães estarão resolvidos, em grande parte, a partir desta seca. Espera-se que no próximo período chuvoso, no fim do ano, as enchentes costumeiras encontrem o caminho da drenagem que está sendo instalada no local.

Mas, tem uma coisa: As manilhas estão sendo colocadas na rua Ulisses Guimarães e a 1° de Maio já está sendo preparada para receber o benefício; e a água que vai descer por esses condutores vai desembocar aonde? Sim, porque as duas atravessam a av. Riachuelo, que é na verdade o grande valetão que recebe toda a água que desce pelas duas ruas já citadas. As enxurradas, na hora da chuva, se originam na região do quartel da PM, descem pela Av. dos Expedicionários e, posteriormente, pela Ulisses Guimarães e pela 1° de Maio, desembocando na Riachuelo que, por sua vez joga tudo isso no início da vala-central-mãe que corta todo o Centro Comercial pimentense.

Se a av. Riachuelo vai receber toda água, desta vez, canalizada, ela também não teria que ser estruturada com uma drenagem melhor? A av. é drenada, mas a tubulação atual é mais fina que a que está sendo colocada nas ruas mencionadas. Além disso, a tubulação da Riachuelo está entupida com o lixo que a população joga, mais a terra que vem com a enxurrada. Bem, o problema da terra deverá ser resolvido com o asfalto nos próximos meses, já o lixo...

Leigo como sou nessa área de engenharia urbana, deixo, mesmo assim, a ignorante observação de quem está acostumado a se dar ao raciocínio lógico: não seria este o momento, já que as obras estão no início, de arrancar toda a tubulação da av. Riachuelo, desde a 21 de Abril (Sorveteria do Souza), até o início da vala-mãe (Ciclo Cairu), para substituí-la por uma tubulação igual ou maior a que está sendo colocada nas travessias? São apenas três quarteirões, mas que se não forem bem cuidados neste momento, continuarão tirando o sono de centenas de pessoas que moram, inclusive a décadas, no local esperando por uma solução, que, esperamos, esteja chegando agora.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

É tudo culpa desses caras que ficam no MSN trabalhando e se divertindo...

DOCUMENTOS & BUROCRACIA VÃOS
Em pleno século XXI, onde uma das principais palavras-chave usadas diariamente é “agilidade”, como a simples habilitação de uma linha celular para acesso a Internet pelo note book pode ser tão complicada?

Bem, no meu caso, erros, comuns à espécie humana, mas inadmissíveis no concorrido mercado de trabalho da nossa época, foram cometidos grosseiramente. Como a linha deveria, inicialmente, ser habilitada em nome de uma empresa, foi aquela correria para levantar o pacote de documentações requeridas pelo representante da operadora celular.

Pacote levantado, a linha não pode ser habilitada porque a habilitação só sai em nome de pessoa física. Caramba!!! Fiquei boquiaberto, pois o representante vendedor da linha me passou uma lista de documentações, como se tivesse certeza plena de que ela seria necessária.

Agora, é claro, vem a correria para levantar o pacote de documentações para habilitar a Internet em nome de pessoa física. E já se foi uma semana de agonia...

E O CAP HEIN?
Perdemos mais uma. Desta vez para o time bicampeão estadual, o Ulbra. Placar de 2 X 0 dentro do Biancão em Ji-Paraná. Apesar da deterinação, seriedade e compromisso com o futebol do Treinador Carlão, começa a ficar difícil manter a peteca no ar sem deixa-la cair.

Mas eu estou disposto ir até o fim, afinal, o objetivo, neste momento, não é ser campeão estadual, e sim, estar entre os quatro primeiros, fator ainda perfeitamente possível.

AI MEU SITE
O PBURGENTE.com.br, no início, era um site que publicava e republicava as principais matérias de Pimenta Bueno, região, estado, Brasil e mundo. Depois os internautas pimentenses passaram a exigir, isto mesmo, exigir mais matérias locais. E assim foi por algum tempo.

Em agosto do ano passado comecei a trabalhar na Rádio Meridional FM 93,5, cujo Diretor Geral é Reinaldo Selhorst, que dentre outras incumbências é também Presidente da Federação de Motociclismo de Rondônia – FMR. Ah, e vale ressaltar que a federação tinha um site que, a exemplo do meu, precisava de periódicas atualizações.

Pois bem, o meu envolvimento direto com o motociclismo de Rondônia foi inevitável, e um novo e formidável leque profissional foi aberto diante de meus impressionados olhos de jovem moreno, atlético, rijo e lindo (hehehehe, como é bom ter um blog prórpio!!!).

O site da federação vai bem, obrigado. Mas o PBURGENTE.com.br está se transformando em um veículo de informação mais para o esporte motor do que para política, polícia e matérias destes naipes. Ontem (9/4/08), por exemplo, das cinco matérias que aparecem na primeira página, uma era do Velocross, outra era do Fuscacross e outra era do Enduro de Regularidade. Apenas uma sobre o Brito do Incra e outra, pra variar, sobre a Rádio Meridional FM 93,5 e seu evento “Monster Fire – The Fest”.

Gente, posso falar? A-DO-REI!!!

CONTATOS
Tudo culpa do Paulo Andreoli e do Marcos Mancini. O primeiro, um dos principais jornalistas de Rondônia, conheci na etapa de abertura do Velocross em Pimenta Bueno, cara gente fina que tecla com os colegas através do MSN, recebe e repassa Informações.

O segundo eu conheci na segunda etapa do Velocross em Cerejeiras. Profissional inquestionável da cronometragem, embora às vezes não agrade nem a gregos e tampouco a troianos. Mas é um cara legal e que também tecla com os colegas pelo MSN, além de nos arrumar uns bicos fotográficos para o fim de semana, adivinhem, para tirar foto de moto, piloto, lama e poeira por essas terras e matas rondonianas.

O que me reserva o destino para a terceira etapa, em Colorado do Oeste, nos próximos dias 19 e 20? Não quero nem pensar... é um caminho sem volta esse nosso viu...