Hoje é o último dia de 2010. De hoje para amanhã minhas esperanças em dias melhores se renovam. Quero que as bênçãos de Deus me alcancem e alcancem a minha família, bem como aos meus semelhantes, principalmente com muita saúde e oportunidade de trabalho reconhecido e bem remunerado para que, através dele, possa realizar meus sonhos de construir uma vida digna para mim, minha família e todos aqueles que me cercam e fazem do meu dia a dia um evento cada vez melhor de existência. Espero que Deus queira estas coisas para mim, para meus familiares e para todos aqueles que acessam o pburgente.com.br e o Diário do Dado. Espero que nesta noite de 31 de dezembro de 2010 para 1 de janeiro de 2011, todos queiram parar por uma hora inteira para pensar as ações do ano que vai se findando, com vistas a melhorá-las no ano que vem chegando; espero que todos queiramos, no mais íntimo do coração, perdoar os nossos algozes esperando alcançar o amor que relutamos acreditar que possa existir dentro deles, sem esquecer que não somo exclusivos, sem esquecer que Deus ama também as outras pessoas e não apenas a nós como indivíduos; espero querer ser menos egoísta, menos individualista, menos mesquinho, menos vingativo, menos rancoroso e menos tolo, para que possa ser um homem digno do amor de todos os que me cercam diariamente. Que bom se todos quisessem esse tipo de coisas neste fim de ano.
Feliz Ano Novo a todos os nossos leitores!
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ainda não se sabe ao certo como, mas funciona
As pesquisas mais recentes feitas por pesquisadores americanos mostram que quem bebe moderadamente vive mais do que quem não bebe nada de álcool. Os estudos não deixam de ser polêmicos, porque a fronteira entre quem bebe moderadamente (e isto se restringe a 14 a 42 gramas de álcool no sangue por dia, o que por sua vez se resume em uma a quatro taças de vinho, uma a duas latinhas e meia de cerveja ou uma a duas doses de uísque) e a dependência é muito próxima, sem contar que o exagero na bebida causa malefícios devastadores e contribui para o grande número de acidentes de trânsito no Brasil, por exemplo.
Políticos que se fortaleceram com a derrota nas urnas
Marina Silva é o nome que recebeu um voto em cada cinco dos eleitores brasileiro nas últimas eleições para Presidente. Líder do quase imperceptível Partido Verde - PV, a acreana que foi alfabetizada aos 16 anos, conquistou quase 20% dos votos dos eleitores de todo país. Como ela mesma diz, "perdeu ganhando". Quem também saiu fortalecido com a derrota nas urnas das Eleições 2010 foi o vereador de Pimenta Bueno Cleiton Roque (PSB), que disputou o cargo de vice-governador de Rondônia ao lado de Eduardo Valverde (PT). Cleiton diz que como vice-presidente do diretório estadual teve a oportunidade de consolidar melhor o PSB pelo interior de Rondônia, onde fez importantes amizades. Também abriu um grande leque político e de influências na capital Porto Velho, importante para acelerar seus trabalhos como vereador pimentense. Com vasta experiência pelos corredores rondonienses e em Brasília, o nome de Cleiton Roque começa a ser cogitado para uma disputa pela prefeitura de Pimenta Bueno em 2012. Assim como Marina Silva é um nome promissor e capacitado. Basta saber se os eleitores, quase sempre acostumados ao erro, vão entender a mensagem.
O salário justifica a ânsia de ser eleito
Com um aumento salarial de 61,8% que os deputados federais e senadores proporcionaram para si mesmos, os políticos do Brasil são referências mundiais neste setor. Com um salário anual que vai chegar a quase meio milhão de reais (400.500), os políticos federais brasileiros estão à frente, no quesito vencimentos, em reais, de países como Japão (310.000), EUA (295.000), Canadá (248.000), Alemanha (206.000), Reino Unido (180.000), Itália (147.000) e Espanha (84.000). Isto sem contar que nossos parlamentares federais acenderam o estopim de uma reação em cadeia de aumentos para deputados estaduais e vereadores de todo o país. O reajuste que os deputados e senadores deram a si mesmos recentemente, segundo a revista Veja, é o triplo dea inflação acumulada desde 2007 e dez vezes o índice de 5,9% que eles arbitraram para atualizar o salário mínimo em 2011. A justificativa dos "caras de pau" é que o salário deles demora muito para ser reajustado com relação ao salário mínimo que sobe todo ano, mas nãomencionam que, mesmo assim, têm o maior salário do mundo, enquanto o trabalhador brasileiro (e eles certamente estão fora desta distinta classe), tem um dos menores.
Velhinho safadão vai ser ministro no Brasil
O próximo Ministro do Turismo no Brasil é um velhinho de 80 anos de idade, muito safadão. Trata-se do deputado federal eleito para o sexto mandato este ano, Pedro Novais do PMDB, que usou verba parlamentar para custear seus "embalos" em um luxuoso motel de São Luis do Maranhão. Segundo a última Edição 2010 da Revista Veja, Novais apenas assumirá o cargo porque goza (literalmente) "da confiança da cúpula do PMDB e, sobretudo, é apadrinhado do conterrâneo José Sarney". Alguns pensam que o povo deveria ter o direito, também, de escolher os ministros brasileiros. Mas eu não acredito nisto, pois se não sabem nem escolher os políticos que escolhem, indicam e nomeiam os ministros, como poderiam elegê-los para os ministérios? E viva o Brasil!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
TRANSPOSIÇÃO: Reunião no Planejamento define servidores até 91
A inclusão de todos os servidores até 1991; inclusão dos aposentados e reservas, com posterior análise dos pensionistas; opção pelo salário federal, não vedação aos funcionários das empresas de buscarem seus direitos entre outros pontos considerados como da máxima importância para os servidores que passarão para os quadros da União foram aprovados pelo Secretário Executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo, na tarde de ontem.
A reunião aconteceu entre o Secretário do Planejamento, senador Valdir Raupp e Deputado Federal Mauro Nazif. Os sindicalistas esperaram o desfecho da reunião na ante-sala e receberam a notícia através de Nazif que, com lágrimas nos olhos disse que sua maior missão junto ao funcionalismo público do Estado estava se concretizando. Depois foram levados pelo parlamentar à presença do Secretário que anunciou todos os pontos negociados e garantidos para a transposição.
O encontro desta tarde tinha sido agendado pelo Senador Valdir Raupp, em reunião que aconteceu semana passada, também na sede do MPOG. Durante o encontro, João Bernardo foi conscientizado pelo deputado Nazif, dos pontos que estavam gerando polêmicas e que eram prioritários para que os servidores aderissem à transposição para os quadros da União.
Segundo Mauro Nazif todos os pontos foram garantidos pelo Secretário João Bernardo para a elaboração do Decreto e que agora resta uma corrida contra o tempo para que o Decreto possa ser assinado ainda pelo Presidente Lula, até a sexta-feira, meio dia, quando encerram-se os atos do atual governo.
A reunião aconteceu entre o Secretário do Planejamento, senador Valdir Raupp e Deputado Federal Mauro Nazif. Os sindicalistas esperaram o desfecho da reunião na ante-sala e receberam a notícia através de Nazif que, com lágrimas nos olhos disse que sua maior missão junto ao funcionalismo público do Estado estava se concretizando. Depois foram levados pelo parlamentar à presença do Secretário que anunciou todos os pontos negociados e garantidos para a transposição.
O encontro desta tarde tinha sido agendado pelo Senador Valdir Raupp, em reunião que aconteceu semana passada, também na sede do MPOG. Durante o encontro, João Bernardo foi conscientizado pelo deputado Nazif, dos pontos que estavam gerando polêmicas e que eram prioritários para que os servidores aderissem à transposição para os quadros da União.
Segundo Mauro Nazif todos os pontos foram garantidos pelo Secretário João Bernardo para a elaboração do Decreto e que agora resta uma corrida contra o tempo para que o Decreto possa ser assinado ainda pelo Presidente Lula, até a sexta-feira, meio dia, quando encerram-se os atos do atual governo.
Pimenta Bueno contemplada com ônibus escolares do governo estadual
“Fico muito feliz, de poder em final de mandato, estar entregando esses novos ônibus aos prefeitos, pois é nos municípios que estão as pessoas e as demandas e sempre atuamos em parceria com as prefeituras, de modo igualitário e municipalista”, disse Cahulla, que estava acompanhado da primeira-dama e ex-secretária de Educação e idealizadora do projeto de aquisição dos veículos, Marli Cahulla, e do deputado estadual, Luizinho Goebel.
Cahulla manifestou ainda a sua satisfação em poder garantir mais conforto e segurança aos alunos, razão maior da compra dos novos ônibus. “Com certeza, o aluno vai se sentir motivado a estudar, a ir à escola, em um ônibus novo, seguro e com mais conforto”, completou.
“É uma das áreas mais dispendiosas da educação o transporte dos alunos. Os ônibus chegam na hora certa, pois poderemos programar para o próximo ano letivo a sua melhor utilização”, afirmou o prefeito de Pimenta Bueno, Augusto Placa (PMDB).
Entidades beneficiadas - Além das prefeituras, entidades que atuam na educação, a exemplo da Comunidade Santa Marcelina, já contemplada com 12 novos ônibus, também foram beneficiadas. É o caso das Escolas Família Agrícolas (EFA’s), a exemplo da EFA Padre Ezequiel Ramin, em Cacoal, que recebeu um novo ônibus para auxiliar no transporte dos mais de 250 alunos que estudam no regime de internato. “São alunos de 24 municípios atendidos pela nossa EFA. O ônibus era uma das maiores necessidades nossa, que agora foi atendida, graças à sensibilidade do governador Cahulla”, declarou o presidente da Associação que administra a EFA Ezequiel Ramin, Adinaldo Bizi.
Bizi ressaltou ainda que em 2010,oGoverno do Estado foi o responsável direto pela manutenção da EFA. “Todos os 26 professores são cedidos e custeados pelo Estado, que também repassou este ano R$ 250 mil liberados, para aquisição de material didático, ferramentas, insumos, combustível e até material de limpeza e higiene, além de uma camionete L-200 semi-nova, que é utilizada para o transporte de professores de Cacoal até a EFA”.
Modelos padronizados - Os ônibus possuem um modelo padrão. Eles vêm com especificações exclusivas, próprias para o transporte de estudantes, e adequados às condições de trafegabilidade das vias (estradas e rios) da zona rural rondoniense. Possuem porta pacotes para acomodar mochilas localizado embaixo das poltronas; poltronas tipo sofá, com encosto de cabeça alto, estofada e revestida em vinil lavável anti-deslizante, com pega-mão nas próprias poltronas; cinto de segurança em todas as poltronas e barra lateral de apoio e segurança junto as janelas nas poltronas reservadas aos estudantes com deficiência; o Foz Super do programa Caminho da Escola também possui bloqueador de ignição, que não permite ao usuário dar partida com veículo engatado; cada janela possui um limite em sua abertura evitando que alunos coloquem as cabeças para fora do ônibus; bloqueador de portas, impedindo a saída com porta aberta e a abertura com o veículo em movimento a mais de 5 Km/h; a cadeira de acessibilidade é guardada em local estrategicamente projetado junto a porta de embarque e desembarque.
Mais de R$ 40 milhões do transporte escolar em 2010 – Através da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o Governo do Estado investiu em 2010 mais de R$ 40 milhões no transporte escolar, atendendo a todos os 52 municípios do estado. “Proporcionalmente, de acordo com a quantidade de alunos e as distâncias percorridas, fizemos a partilha dos recursos para atender a todas as prefeituras, que executam o serviço, transportando os alunos da rede municipal e também da estadual, numa parceria que implica em economia para Estado e prefeituras”, finalizou Cahulla.
Cahulla manifestou ainda a sua satisfação em poder garantir mais conforto e segurança aos alunos, razão maior da compra dos novos ônibus. “Com certeza, o aluno vai se sentir motivado a estudar, a ir à escola, em um ônibus novo, seguro e com mais conforto”, completou.
“É uma das áreas mais dispendiosas da educação o transporte dos alunos. Os ônibus chegam na hora certa, pois poderemos programar para o próximo ano letivo a sua melhor utilização”, afirmou o prefeito de Pimenta Bueno, Augusto Placa (PMDB).
Entidades beneficiadas - Além das prefeituras, entidades que atuam na educação, a exemplo da Comunidade Santa Marcelina, já contemplada com 12 novos ônibus, também foram beneficiadas. É o caso das Escolas Família Agrícolas (EFA’s), a exemplo da EFA Padre Ezequiel Ramin, em Cacoal, que recebeu um novo ônibus para auxiliar no transporte dos mais de 250 alunos que estudam no regime de internato. “São alunos de 24 municípios atendidos pela nossa EFA. O ônibus era uma das maiores necessidades nossa, que agora foi atendida, graças à sensibilidade do governador Cahulla”, declarou o presidente da Associação que administra a EFA Ezequiel Ramin, Adinaldo Bizi.
Bizi ressaltou ainda que em 2010,oGoverno do Estado foi o responsável direto pela manutenção da EFA. “Todos os 26 professores são cedidos e custeados pelo Estado, que também repassou este ano R$ 250 mil liberados, para aquisição de material didático, ferramentas, insumos, combustível e até material de limpeza e higiene, além de uma camionete L-200 semi-nova, que é utilizada para o transporte de professores de Cacoal até a EFA”.
Modelos padronizados - Os ônibus possuem um modelo padrão. Eles vêm com especificações exclusivas, próprias para o transporte de estudantes, e adequados às condições de trafegabilidade das vias (estradas e rios) da zona rural rondoniense. Possuem porta pacotes para acomodar mochilas localizado embaixo das poltronas; poltronas tipo sofá, com encosto de cabeça alto, estofada e revestida em vinil lavável anti-deslizante, com pega-mão nas próprias poltronas; cinto de segurança em todas as poltronas e barra lateral de apoio e segurança junto as janelas nas poltronas reservadas aos estudantes com deficiência; o Foz Super do programa Caminho da Escola também possui bloqueador de ignição, que não permite ao usuário dar partida com veículo engatado; cada janela possui um limite em sua abertura evitando que alunos coloquem as cabeças para fora do ônibus; bloqueador de portas, impedindo a saída com porta aberta e a abertura com o veículo em movimento a mais de 5 Km/h; a cadeira de acessibilidade é guardada em local estrategicamente projetado junto a porta de embarque e desembarque.
Mais de R$ 40 milhões do transporte escolar em 2010 – Através da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o Governo do Estado investiu em 2010 mais de R$ 40 milhões no transporte escolar, atendendo a todos os 52 municípios do estado. “Proporcionalmente, de acordo com a quantidade de alunos e as distâncias percorridas, fizemos a partilha dos recursos para atender a todas as prefeituras, que executam o serviço, transportando os alunos da rede municipal e também da estadual, numa parceria que implica em economia para Estado e prefeituras”, finalizou Cahulla.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Cleiton Roque solicita conserto urgente do semáfaro na Alcinda Ribeiro
O vereador Cleiton Roque (PSB) encaminhou oficio para o prefeito Augusto Plaça (PMDB), com cópia ao secretário de obras Josias Muniz cobrando urgência da recuperação do semáfaro localizado na Avenida Alcinda Ribeiro com a Presidente Dutra.
O problema no equipamento ocorreu a mais de 10 dias e até o momento não foi providenciado à aquisição da peça que custa em média três mil reais, de acordo com informações obtidas na divisão municipal de trânsito. O referido cruzamento antes da implantação da sinalização eletrônica era ponto de constante registro de acidentes, vários deles fatais.
Na opinião do vereador Cleiton Roque, medidas urgentes precisam ser tomadas para conter o alto índice de acidentes causados, muitos deles, pela falta de sinalização ou pela má organização das sinalizações, “a administração municipal precisa de uma ação imediata refazer as sinalizações em várias ruas e avenidas transformando várias delas em mão única”. Disse o parlamentar.
De acordo com informações o custo para refazer as sinalizações existentes, implantar mão única nas vias urbanas ficará em torno de 400 mil reais, podendo a execução ocorrer com recursos próprios referente ao IPVA (imposto sobre veículos automotores), onde 50% da arrecadação obtidas dos veículos com placas de Pimenta Bueno são transferidos automaticamente para as contas públicas da prefeitura, ou até de convênio com o governo do estado de Rondônia através do DENTRAN (departamento estadual de trânsito).
O último projeto de execução de sinalização de trânsito realizado em Pimenta Bueno foi no ano de 2003, através de convênio celebrado entre a Prefeitura e o governo do estado no valor de 80 mil reais.
O problema no equipamento ocorreu a mais de 10 dias e até o momento não foi providenciado à aquisição da peça que custa em média três mil reais, de acordo com informações obtidas na divisão municipal de trânsito. O referido cruzamento antes da implantação da sinalização eletrônica era ponto de constante registro de acidentes, vários deles fatais.
Na opinião do vereador Cleiton Roque, medidas urgentes precisam ser tomadas para conter o alto índice de acidentes causados, muitos deles, pela falta de sinalização ou pela má organização das sinalizações, “a administração municipal precisa de uma ação imediata refazer as sinalizações em várias ruas e avenidas transformando várias delas em mão única”. Disse o parlamentar.
De acordo com informações o custo para refazer as sinalizações existentes, implantar mão única nas vias urbanas ficará em torno de 400 mil reais, podendo a execução ocorrer com recursos próprios referente ao IPVA (imposto sobre veículos automotores), onde 50% da arrecadação obtidas dos veículos com placas de Pimenta Bueno são transferidos automaticamente para as contas públicas da prefeitura, ou até de convênio com o governo do estado de Rondônia através do DENTRAN (departamento estadual de trânsito).
O último projeto de execução de sinalização de trânsito realizado em Pimenta Bueno foi no ano de 2003, através de convênio celebrado entre a Prefeitura e o governo do estado no valor de 80 mil reais.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Existe um pensamento político pimentense?
Existe um pensamento político brasileiro? – Raymundo Faoro – “A pergunta envolve duas proposições o pensamento político e urra especificidade, o pensamento político brasileiro. Se há um pensamento político brasileiro, há um quadro cultural autônomo, moldado sobre uma realidade social capaz de gerá-lo ou de com ele se soldar. Nesta parte, é oportuna a reflexão, dentro de farta bibliografia, da imitação, da cópia, da importação de paradigmas e modelos culturais. A primeira proposição, pertinente ao pensamento político, extrema o pensamento, o pensamento caracterizadamente político, da ideologia e da filosofia política, entendida nesta locução também a ciência política, mais por motivos de conveniência do que de rigor conceitual.
Para não descer às origens, o ponto de partida é o pensamento, sem voltar ao debate socrático acerca do conhecer e do saber, como está no Teeteto (PLATÃO, p. 88 - segs.). Pensamento, diga-se em redução dicionarizada e simples, é o que se tem em mente, quando se reflete com o propósito de conhecer algo, de entender alguma coisa e quando se delibera com o fim de tomar uma decisão. O pensamento, como ato de pensar, é uma atividade que se dirige ao objeto e cogita de apreendê-lo. Vai-se a definição, ainda que exposta a retificações, sempre provisória.
O pensamento político não é conversível à filosofia política, à ciência política ou à ideologia. Pode haver — e freqüentemente há — pensamento político que não é ideologia e que não é ciência e filosofia política. O pensamento político se expressa, quase sempre, em uma ou outra manifestação: como ideologia e como filosofia ou ciência política. Ele tem, entretanto, autonomia. (...).
A filosofia política e sua enteada, a ciência política, não nascem do mesmo parto. O pensamento político é a política, não a construção da política. "A filosofia política — lembra Leo Strauss - não se identifica ao pensamento político. O pensamento político é coevo à vida política. A filosofia política, entretanto, emergiu de uma vida política específica, na Grécia, em passado que deixou registros escritos. De acordo com a visão tradicional, o ateniense Sócrates (469-399 a.C) foi o fundador da filosofia política. Sócrates foi o mestre de Platão, este, o mestre de Aristóteles. As obras políticas de Platão e Aristóteles são as obras mais antigas dedicadas à filosofia política que chegaram até nós" (STRAUSS e CROPSEY, 1973, p. 1-2).
O legado socrático, na versão platônica, traduz o encontro entre filosofia política e política, numa encruzilhada dramática da humanidade, com a crise da polis grega. O acento dramático fica por conta da idéia de que o mundo político seria moldável pela arte humana, de sorte a entregar o poder político ao filósofo (WOLIN, 1960, p. 34). Nesta identificação entre filosofia e política está a base do construtivismo, que freqüenta a política ocidental em muitos momentos e em muitas direções. Trata-se de uma identificação que, na realidade, oculta o predomínio do logos sobre a praxis, em modelo sempre referenciável no voluntarismo, no denunciado despotismo das influências das teorias sobre os fatos, na importação de valores e programas. Entre o pensamento político e a filosofía política, nao haveria espaço em branco, coberto o eventual antagonismo com os filósofos no poder.
Ganha dimensão, no esquema, o elemento construtor, arquitetônico da política. O magistrado - dita o paradigma – seria igual ao cego se, como o pintor, não reproduzisse na tela o modelo, expresso na justiça (La republique, Pléiade, v. I, p. 1063) "Se o estadista for ignorante do fim a que visa, seria válido, em primeiro lugar, dar-lhe o nome de magistrado, e, em segundo lugar, como poderia ele salvaguardar o fim que não conhece?" Ausente da filosofia, quem seria o detentor do poder, senão o imprevidente oportunista? "Não seria surpreendente que, vazio de inteligência e de sensibilidade, se entregasse, caso a caso, ao fortuito da primeira coisa que ocorresse?" (La republique, Les lois, t. II, p. 1119).”
Existe um pensamento político pimentense? – Arnaldo B. T. Martins – O grandioso estudo de Raymundo Faoro acima mergulha no tema da questão para uma análise profunda sobre o pensamento na política brasileira. Nós, meros pimentenses, não teremos tempo ou meios de mergulhar junto com o autor do Artigo acima para desvendar as infindas sugestões de pensamento desta bela filosofia. Por isso me restrinjo a questionar se em Pimenta Bueno haveria pensamento na política.
A política pimentense é um pequeno bebê que nasceu do ventre de pais viciados e ainda se alimenta de impurezas e drogas, as mais diversas, porque o povo, responsável pelo crescimento e educação desse bebê, o cuida muito mal, deixando-o sozinho a maior parte do dia, e dando sonífero para que não atormente com choros e pedidos de mamadeira durante a noite.
Isto porque muitas práticas encobertas que se praticavam no início do período político pimentense, ainda se praticam hoje, onde o que prevalece é o interesse particularizado, primeiramente da maior parte dos políticos que estão no poder, salvo um e outro, e depois no jogo político das siglas partidárias que engendram manobras específicas na tentativa de se perpetuarem no comando da máquina pública, salvo uma e outra, esteja ela no Poder Legislativo, ou no Executivo e, porque não dizer, no Judiciário.
Portanto, não seria demasiado afirmar que ainda nem se sonha em pensamento político propriamente dito nos seios da "Princesinha da BR 364", porque como sugere o autor do Artigo acima, Raymundo Faoro, esse pensamento é o pensamento na íntegra do que representa no âmbito da política. Mas ao que se pode perceber em Pimenta Bueno, é que quando um político “pensa” na política local, ele “pensa” em si próprio e no que deverá fazer para se manter no poder e crescer dentro dele.
Não se tem notícia, em Pimenta Bueno, de um pensamento desprendido que tenha por objetivo principal o bem comum, que é a essência da política mais pura, que deveria existir para ajudar os mais necessitados que, por milhões de motivos diferentes não conseguem se sustentar em pé diante da sociedade que os assiste. Por isto mesmo é que os políticos, quase sempre se utilizam de manobras justamente em cima desta classe social para se manterem no poder, sem “pensar a política”, e sim, “pensando em si mesmos” como indivíduos que precisam, a todo custo, se manter onde estão atualmente, ou conquistar cadeiras em postos mais elevados.
Vez por outra, quando um político pimentense pensa em conseguir um recurso, ou uma benfeitoria para a comunidade, como dinheiro para ser investido em asfalto ou galerias pluviais, ou uma creche, ou a ampliação de uma escola, o pensamento sobre o benefício que isto trará ao povo, se vier em primeiro plano, vem apenas para camuflar o anseio particularizado emaranhado de pormenores no pensamento dessa personagem política, porque o que na verdade mais lhe interessa é o ônus político que esses recursos ou benfeitorias lhe trará para que permaneça onde está, ou, na melhor das hipóteses, lhe proporcione melhor projeção no âmbito político.
Neste contexto não vem ao caso citar nomes para que não se cometa injustiças, afinal de contas estou falando dos políticos de Pimenta Bueno. Compete ao povo “pensar a política pimentense”, para à partir desta importantíssima atitude escolher melhor os seus representantes, e ver, no futuro, os frutos desse “pensamento” sendo amadurecidos em setores como a saúde, a segurança pública, a educação e o bem estar social. Caso contrário, se a população não quiser se desfazer da canga e do tapa-olho, abrindo assim as portas para o pensamento político local, estará sempre à mercê de quem detém determinado poder, qualquer que seja ele, seja na cadeira majoritária do prefeito, na cadeira do legislador, e até mesmo, como acontece, na cadeira de algum secretário que se acha no direito de exercer mais autoridade do que realmente deveria.
O povo deveria ser o maior responsável pela existência do pensamento da política pimentense, mas ao que tristemente observamos diariamente pelas ruas da cidade, isto não ocorre entre as classes menos favorecidas que preferem se queixar da falta de ações do poder constituído em seus vários setores, enquanto assiste a novela das oito ou o jornal televisivo cheio de mentiras... infelizmente é assim que é.
Para não descer às origens, o ponto de partida é o pensamento, sem voltar ao debate socrático acerca do conhecer e do saber, como está no Teeteto (PLATÃO, p. 88 - segs.). Pensamento, diga-se em redução dicionarizada e simples, é o que se tem em mente, quando se reflete com o propósito de conhecer algo, de entender alguma coisa e quando se delibera com o fim de tomar uma decisão. O pensamento, como ato de pensar, é uma atividade que se dirige ao objeto e cogita de apreendê-lo. Vai-se a definição, ainda que exposta a retificações, sempre provisória.
O pensamento político não é conversível à filosofia política, à ciência política ou à ideologia. Pode haver — e freqüentemente há — pensamento político que não é ideologia e que não é ciência e filosofia política. O pensamento político se expressa, quase sempre, em uma ou outra manifestação: como ideologia e como filosofia ou ciência política. Ele tem, entretanto, autonomia. (...).
A filosofia política e sua enteada, a ciência política, não nascem do mesmo parto. O pensamento político é a política, não a construção da política. "A filosofia política — lembra Leo Strauss - não se identifica ao pensamento político. O pensamento político é coevo à vida política. A filosofia política, entretanto, emergiu de uma vida política específica, na Grécia, em passado que deixou registros escritos. De acordo com a visão tradicional, o ateniense Sócrates (469-399 a.C) foi o fundador da filosofia política. Sócrates foi o mestre de Platão, este, o mestre de Aristóteles. As obras políticas de Platão e Aristóteles são as obras mais antigas dedicadas à filosofia política que chegaram até nós" (STRAUSS e CROPSEY, 1973, p. 1-2).
O legado socrático, na versão platônica, traduz o encontro entre filosofia política e política, numa encruzilhada dramática da humanidade, com a crise da polis grega. O acento dramático fica por conta da idéia de que o mundo político seria moldável pela arte humana, de sorte a entregar o poder político ao filósofo (WOLIN, 1960, p. 34). Nesta identificação entre filosofia e política está a base do construtivismo, que freqüenta a política ocidental em muitos momentos e em muitas direções. Trata-se de uma identificação que, na realidade, oculta o predomínio do logos sobre a praxis, em modelo sempre referenciável no voluntarismo, no denunciado despotismo das influências das teorias sobre os fatos, na importação de valores e programas. Entre o pensamento político e a filosofía política, nao haveria espaço em branco, coberto o eventual antagonismo com os filósofos no poder.
Ganha dimensão, no esquema, o elemento construtor, arquitetônico da política. O magistrado - dita o paradigma – seria igual ao cego se, como o pintor, não reproduzisse na tela o modelo, expresso na justiça (La republique, Pléiade, v. I, p. 1063) "Se o estadista for ignorante do fim a que visa, seria válido, em primeiro lugar, dar-lhe o nome de magistrado, e, em segundo lugar, como poderia ele salvaguardar o fim que não conhece?" Ausente da filosofia, quem seria o detentor do poder, senão o imprevidente oportunista? "Não seria surpreendente que, vazio de inteligência e de sensibilidade, se entregasse, caso a caso, ao fortuito da primeira coisa que ocorresse?" (La republique, Les lois, t. II, p. 1119).”
Existe um pensamento político pimentense? – Arnaldo B. T. Martins – O grandioso estudo de Raymundo Faoro acima mergulha no tema da questão para uma análise profunda sobre o pensamento na política brasileira. Nós, meros pimentenses, não teremos tempo ou meios de mergulhar junto com o autor do Artigo acima para desvendar as infindas sugestões de pensamento desta bela filosofia. Por isso me restrinjo a questionar se em Pimenta Bueno haveria pensamento na política.
A política pimentense é um pequeno bebê que nasceu do ventre de pais viciados e ainda se alimenta de impurezas e drogas, as mais diversas, porque o povo, responsável pelo crescimento e educação desse bebê, o cuida muito mal, deixando-o sozinho a maior parte do dia, e dando sonífero para que não atormente com choros e pedidos de mamadeira durante a noite.
Isto porque muitas práticas encobertas que se praticavam no início do período político pimentense, ainda se praticam hoje, onde o que prevalece é o interesse particularizado, primeiramente da maior parte dos políticos que estão no poder, salvo um e outro, e depois no jogo político das siglas partidárias que engendram manobras específicas na tentativa de se perpetuarem no comando da máquina pública, salvo uma e outra, esteja ela no Poder Legislativo, ou no Executivo e, porque não dizer, no Judiciário.
Portanto, não seria demasiado afirmar que ainda nem se sonha em pensamento político propriamente dito nos seios da "Princesinha da BR 364", porque como sugere o autor do Artigo acima, Raymundo Faoro, esse pensamento é o pensamento na íntegra do que representa no âmbito da política. Mas ao que se pode perceber em Pimenta Bueno, é que quando um político “pensa” na política local, ele “pensa” em si próprio e no que deverá fazer para se manter no poder e crescer dentro dele.
Não se tem notícia, em Pimenta Bueno, de um pensamento desprendido que tenha por objetivo principal o bem comum, que é a essência da política mais pura, que deveria existir para ajudar os mais necessitados que, por milhões de motivos diferentes não conseguem se sustentar em pé diante da sociedade que os assiste. Por isto mesmo é que os políticos, quase sempre se utilizam de manobras justamente em cima desta classe social para se manterem no poder, sem “pensar a política”, e sim, “pensando em si mesmos” como indivíduos que precisam, a todo custo, se manter onde estão atualmente, ou conquistar cadeiras em postos mais elevados.
Vez por outra, quando um político pimentense pensa em conseguir um recurso, ou uma benfeitoria para a comunidade, como dinheiro para ser investido em asfalto ou galerias pluviais, ou uma creche, ou a ampliação de uma escola, o pensamento sobre o benefício que isto trará ao povo, se vier em primeiro plano, vem apenas para camuflar o anseio particularizado emaranhado de pormenores no pensamento dessa personagem política, porque o que na verdade mais lhe interessa é o ônus político que esses recursos ou benfeitorias lhe trará para que permaneça onde está, ou, na melhor das hipóteses, lhe proporcione melhor projeção no âmbito político.
Neste contexto não vem ao caso citar nomes para que não se cometa injustiças, afinal de contas estou falando dos políticos de Pimenta Bueno. Compete ao povo “pensar a política pimentense”, para à partir desta importantíssima atitude escolher melhor os seus representantes, e ver, no futuro, os frutos desse “pensamento” sendo amadurecidos em setores como a saúde, a segurança pública, a educação e o bem estar social. Caso contrário, se a população não quiser se desfazer da canga e do tapa-olho, abrindo assim as portas para o pensamento político local, estará sempre à mercê de quem detém determinado poder, qualquer que seja ele, seja na cadeira majoritária do prefeito, na cadeira do legislador, e até mesmo, como acontece, na cadeira de algum secretário que se acha no direito de exercer mais autoridade do que realmente deveria.
O povo deveria ser o maior responsável pela existência do pensamento da política pimentense, mas ao que tristemente observamos diariamente pelas ruas da cidade, isto não ocorre entre as classes menos favorecidas que preferem se queixar da falta de ações do poder constituído em seus vários setores, enquanto assiste a novela das oito ou o jornal televisivo cheio de mentiras... infelizmente é assim que é.
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