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sábado, 6 de março de 2010

Orquídeas em alta em Pimenta Bueno

Foto: Rafaela Del Negri

É pessoal... ké moleza? Então bebe uma papinha... É...

O meu amigo Reginaldo Briene, o Português (na Foto todo sorridente entre a deputada federal Marinha Raupp e a Primeira Dama, Neuza Plaça), está, pela segunda vez, evidenciando suas orquídeas em uma grande Mostra que está sendo realizada este fim de semana no saguão da Câmara de Vereadores.

A Primeira Mostra de Orquídeas, que aconteceu em novembro do ano passado, teve as flores praticamente esgotadas ainda no primeiro dia. Desta vez um número muito maior de orquídeas foi providenciado, e o evento está sendo um sucesso, reunindo muita gente que vem para comprar, colecionar, e até para conhecer melhor o encanto dessas belezas naturais.

As orquídeas, que existem em várias espécies na região de Pimenta Bueno, são muito valorizadas comercialmente, mas um dos objetivos da mostra, é conscientizar o público a respeito da importância desta planta enquanto está na natureza. Português garante que suas orquídeas são produzidas em grandes viveiros para fins comerciais, e que por isto respeita as flores que estão na natureza.

Português realiza um trabalho de vigilância, pode-se dizer, de algumas plantas que ele não revela onde estão, dentro do município. “São espécies que tento proteger da ação humana na natureza, para que continuem lá e que tenham, assim, mais uma oportunidade de se reproduzirem onde estão”, diz Reginaldo.

Fotos: Arnaldo B. T. Martins

Ele que é empresário do ramo de floricultura, através da Viverde Floricultura, realiza todos os serviços peculiares à jardinagem, contando com equipe especializada e equipamentos, além, é claro, de centenas de mudas de quase todos os tipos e qualidades, de flores, árvores e produtos para jardim como vasos pequenos, grandes e muito grandes, arranjos, gramas, árvores de jardim e uma infinidade de opções. Basta conferir.

A Viverde Floricultura fica na Avenida Marechal Rondon (Marginal da BR 364), próxima ao viaduto (é o que parece), na saída para Cacoal.

População reclama do estado de abandono em que se encontra a Avenida Carlos Gomes

Fotos: Rafaela Del Negri

É pessoal... ké moleza? Então molha o pão no leite... É...

Há muito tempo a Avenida Carlos Gomes, no bairro Vila Nova, vem se acabando sendo deteriorada, principalmente por motoristas irresponsáveis que estacionam carretas carregadas na frente de casa, e junta-se a ista vergonha que passa sem fiscalização, a ação do tempo com as chuvas.

Nas proximidades do “Lavador da Carlos Gomes” existe um buraco que aumenta a cada dia, com os caminhões passando local.

A população está reclamando porque os carros se misturam perigosamente como motociclistas, ciclistas e pedestres. Os mais prejudicados são alunos que vão e voltas das escolas da região, pois os carros jogam lama na camiseta branca do uniforme, e as manchas saem com muita dificuldade.


No ano passado a Avenida foi iluminada com recursos de emenda Parlamentar do deputado estadual Kaká Mendonça, mas o asfalto acabou-se debaixo das rodas das carretas, e agora a população é quem está correndo o risco com acidentes. Os moradores da região aguardam, indignados, uma providência das autoridades competentes.

Vereadores apresentaram Indicação da necessidade de recuperação da Avenida na última Sessão da Câmara Municipal, e também aguardam uma solução da Administração Municipal através da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos - SEMOSP.

Guenta mais um pouco aí, que o PBURGENTE já vai voltar pro ar

É pessoal... ké moleza? Então espera o cozido ficar pronto... É...

É isso aí galera que acessa o Blog do Dado (mesmo sendo obrigada), o site PBURGENTE, onde grande parte da população pimentense e em mais 36 países espalhados pelo mundo, gosta de buscar informações a respeito dos principais fatos e acontecimentos da nossa cidade e região, está fora do ar, mas é por um curto período. Logo-logo nossos problemas enfrentados no momento estarão sendo resolvidos, e o sistema voltará a operar normalmente.

Mas você não estão desassistidos, porque o Blog está aqui dando total suporte com nossas notícias, enquanto o site não volta. Até lá galera e nos desculpem esse transtorno. Estamos trabalhando para melhorar a vida de todos, a dos nossos internautas, e a nossa, obviamente...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Mulheres são homenageadas em Pimenta Bueno

Fotos de Arnaldo B. T. Martins

Em um grande evento que aconteceu na Câmara Municipal de Pimenta Bueno na manhã desta sexta-feira (5), as mulheres foram homenageadas por alusão ao Dia Internacional da Mulher. Estiveram presentes a Primeira Dama, Neuza Plaça, a deputada federal Marinha Raupp, a vereadora Marlene Parra e várias secretárias municipais.

a vice-prefeita Carla Perón não participou do evento porque estava em Porto Velho acompanhando o prefeito Augusto Plaça.

A Administração Municipal através da Divisão de Cultura, homenageou diversas mulheres por sua habilidade artística, como a artesã Elenilda Gomes, a artista plástica Luzia Zanolli, a artista plástica Geoconda, dentre outras. No ano passado (2009), as mulheres homenageadas foram as empreendedoras.

Também participaram do evento o senador Valdir Raupp, o deputado estadual Kaká Mendonça e o secretário municipal de Obras,m Josias Muniz representando o Prefeito.


As homenageadas receberam flores e um certificado. Na saída, todas as mulheres presentes, cerca de 100, receberam, uma a uma, uma pequena muda de orquídeas das mãos da Primeira Dama Neuza Plaça e da deputada Marinha Raupp.

A deputada também foi homenageada pelo empresário Reinaldo Selhorst, que veio de Espigão do Oeste apenas para lhe entregar uma bela orquídea, mesma qualidade de flor que, logo depois a Primeira homenageou a deputada.

Emocionada, a deputada falou de muitas conquistas das mulheres nos últimos tempos, parabenizando-as por terem conseguido alcançar os mais altos patamares da sociedade, da política e dos mais variados setores. “Em nosso tempo não é fácil ser mulher, como nunca foi, mas hoje, com certeza, podemos nos sentir mais realizadas”, concluiu.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O problema é que a culpa é do diabo

Todo mundo diz que a culpa é do diabo. Vai ver é mesmo, esse infeliz que os povos do mundo inteiro denomina, cada um à sua maneira. Para mim é o diabo. Esse ser infeliz que, por ser o mais infeliz de todos os seres, quer trazer infelicidade à nossa vida. E consegue, porque entre o céu e a terra não há criatura mais infeliz e miserável do que o diabo.

Meu deputado não é infeliz; meu pré-candidato a deputado não é infeliz; meu prefeito não é infeliz; meus vereadores não são infelizes; meu senador não é infeliz; meu pré-candidato a governador não é infeliz; os empresários da minha cidade que não acreditam na mídia virtual da Internet, não são infelizes; essa raça de gente à mercê da desocupação não é infeliz, porque infeliz é o infeliz do diabo, esse Satanás dos infernos que tem alegria em deixar todo mundo infeliz da vida.

Nem os professores da minha escola parecem ter sido mais felizes um dia na vida, carregando aquele monte de papel velho cheio de micróbios, vermes e pequenas bactérias invisíveis, que o governo estadual insiste em chamar de livros. O diabo, esse infeliz do inferno, foi que tornou aquele monte de bosta de papel, na coisa mais infeliz do universo, porque felizes são as centenas de estudantes que foram, e são, e serão obrigados a folhear aquele monte de infelicidade na catação de algum conhecimento, por mais desatualizado que seja.

Os governantes e autoridades do poder não são infelizes, porque infeliz é o cramunhão que seduz a grande maioria a deixar esses estudantes ao mais completo esquecimento, fazendo-os respirar o ar poluído que sai do meio das páginas daqueles livros velhos quando a gente folheia perto do nariz. Dá pra sentir o cheiro da infelicidade do diabo misturado com o cheiro do enxofre do inferno. É, verdadeiramente, uma visão dentro de uma situação sobrenatural, se é que os caríssimos leitores podem me compreender.

Eu não sou um infeliz, porque infeliz é o cão que induz alguns miseráveis a viverem de jogar areia nas coisas alheias, emperrando projetos, trabalhos, relações profissionais e, consequentemente, o dinheiro.

Mas no dia em que o diabo, esse infeliz mequetrefe, sair em busca do par de sapatinhos que a Cinderela perdeu depois que se casou com o príncipe, ele vai ver que os dois não foram felizes para sempre; que quem encontrou os sapatinhos perdidos foram os Smurfs liderados pelo experiente Papai Smurf, em um buraco de rato onde o Pink e o Cérebro se escondiam com os sapatinhos "tentando dominar o mundo", assim como o infeliz do diabo, e vai rolar no chão de tanto rir ao ver a cara de desapontamento do Cérebro.

Quem sabe, neste momento, ele deixe de ser a mais infeliz das criaturas, e a gente volte a ter um pouco de esperanças como foi um dia no Paraíso...

Alunos do Orlando Bueno passam de faixa no Tae-Kwon-Do


O Sargento Marcelo, do Corpo de Bombeiros de Pimenta Bueno, sua esposa Sandra, e o Fórum local, através do Comissário de Menores, Ricardo, está ministrando aulas de Tae-Kwon-Do na Escola Orlando Bueno.

Na semana passada a maior parte de seus alunos trocou de faixa pela primeira vez. O sargento explicou que esse trabalho visa, principalmente, contribuir para que o aluno continue estudando na escola, porque se não estudar e não tirar notas boas não pode freqüentar as aulas do Tae-Kwon-Do.

Ricardo explicou que os alunos aprendem sobre disciplinas e sobre convívio social quando praticam o esporte com os demais colegas. “Além de praticarmos um esporte sadio para o nosso corpo e mente, colaboramos para que esses jovens aprendam como viver um pouco melhor”, disse ele.

quarta-feira, 3 de março de 2010

VERGONHA: Alunos do Orlando Bueno fazem Abaixo Assinado para reivindicar livros novos


Os Alunos da 8a Série do Sistema Seriado, das Turmas "A" e "B" da Escola Orlando Bueno, fizeram um Abaixo Assinado ontem (3), para reivindicar livros didáticos novos. Segundo os alunos das duas salas, que estudam no período no turno, os poucos livros estão velhos, rasgados, amassados, faltando páginas e, acima de tudo, desatualizados. "Pouco aprendemos com esses livros velhos", dizem os estudantes.

São quase oitenta alunos que precisam dividir diariamente pouco mais de 20 livros. Desta forma todas as atividades têm que ser desenvolvidas em grupos, o que altera também o cronograma de ensino dos professores, gerando desconforto e desvio de funções para ambas as partes.

Com dois, três e até quatro alunos para dividir um mesmo livro, é difícil a concentração da turma, já que um escreve mais rápido que outro; tem também aquele que conversa; outro que quer passar para a página seguinte mas é obrigado a esperar os colegas terminarem, e por aí vai.

O documento que foi assinado por todos os alunos presentes nas duas turmas na noite de ontem, deverá ser entregue à SEDUC em Pimenta Bueno por representantes das turmas. Uma cópia será entregue na Diretoria da Escola e outra à Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas - AMES. Os alunos garantem que, "onde mais for de competência, uma cópia do Abaixo Assinado será entregue.

"São apenas seis meses que temos para estudar, e se esse estudo não for feito com qualidade, nosso conhecimento estará comprometido, e não é isto o que quer a grande maioria dos alunos que integram essas duas turmas, porque mais de noventa por cento está aqui para aprender e lutar por uma oportunidade melhor", dizem os estudantes.

A maior parte desses alunos já é pai ou mãe de família; Há alunas gestantes e gente que vem de longe para a escola. Na turma B, por exemplo, a vontade de estudar de uma mãe é tão grande que ela está na mesma sala da filha, que ainda não completou 18 anos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

CURIOSIDADES sobre a Câmara de Vereadores de Pimenta Bueno e sobre as Leis locais

A Primeira Legislatura de Pimenta Bueno é do ano de 1983. São 27 anos de vida própria, criando e alterando suas próprias Leis através da Câmara Municipal de Vereadores.

À partir de hoje eu quero começar a fazer um grande levantamento, sobre tudo o que aconteceu nesses anos, sem data para terminar, sem pressa, e sem compromisso algum. Será um trabalho esporádico, mas garanto que será um trabalho bem feito e importante para aqueles, míseros meia dúzia, que se interessam de verdade pelo município, sua vida e sua História.

O que poucos sabem é que a Câmara tem um acervo com 20 anos da História do Legislativo Municipal. Trata-se de dezenas de volumes de livros luxuosamente encadernados e xerocopiados à disposição do público. Ali, tudo o que se quiser saber sobre as Leis de Pimenta Bueno, basta um pouco de tempo, dedicação, concentração e paciência.

Por exemplo (vamos começar): Alguém sabe aí me dizer do que tratou a primeira lei aprovada na Câmara Municipal e sancionada pelo então prefeito Reginaldo Monteiro, o primeiro prefeito eleito de Pimenta Bueno?

A Lei n° 001/83 “Cria o quadro permanente de Pessoal da Câmara Municipal de Pimenta Bueno”. Isto mesmo. Para começar a funcionar regularmente a Câmara precisava de funcionários, e esta foi então o primeiro pensamento dos vereadores, na época presididos por Josafá Xavier, o primeiro Presidente da Câmara de Vereadores, hoje Pastor da Igreja Betel Apostólica e proprietário da Rádio Comunitária FM Pimenta Bueno 87,9, apresentador do Programa Tribuna Comunitária.

Uma curiosidade que me chamou a atenção nessa Lei está no Artigo 4°, onde diz que “Os cargos de Direção e Assessoramento serão providos por indicação da Mesa Diretora”.

E a Lei n° 2, alguém sabe?

A Lei n° 002/83 “Dispõe sobre a isenção de multas e juros sobre débitos referentes aos exercícios anteriores para com a Fazenda Municipal, e concede prorrogação e desconto sobre os impostos predial e territorial urbanos”.

Pois é. Esta era a situação na época. Para colocar ordem na casa, que era aquele município do início, a Câmara estava dando a sua parcela de contribuição para que a Administração Municipal passasse uma régua sobre os débitos antigos dos munícipes, e dava descontos para os débitos daquele ano. Com certeza uma boa maneira de começar do zero, que deve ter agradado a muitos e deixado uma minoria com a pulga atrás da orelha.

A Lei n° 3 garanto que ninguém sabe. E vai surpreender a muitos.

A Lei 003/83 “Dá a denominação de Luiz Alves de Athaídes (e por favor, não escrevam mas errado), ao Estádio Municipal de Pimenta Bueno.

Estão vendo aí a importância do futebol? O estádio municipal motivou a terceira Lei criada em Pimenta Bueno, e hoje anda largado ao descaso, tanto o Estádio Luiz Alves de Athaídes, quanto o futebol.

E para não ficarmos apenas lá no início, vou dar um salto no tempo e nos livros públicos. Vou para 1998 quando a ex-prefeita Inês Zanol comandava as ações da Administração Municipal.

A Lei que vou comentar agora é discutida até hoje, tendo sido instituída naquela época. Trata-se da Lei 734/98, que “OBRIGA (grifo meu), as agências bancárias estabelecidas no município a colocarem à disposição dos usuários, PESSOAL SUFICIENTE (grifo meu) no setor de caixas, para que o atendimento seja efetivado em tempo razoável”.

Só pra se ter uma idéia, hoje, 1 de Março de 2010, a “Lei Municipal dos bancos” não está sendo cumpridas por agências, principalmente a agência do Banco do Brasil, sendo motivo de discursos dos vereadores na Tribuna, como aconteceu nesta segunda-feira.

Quero conversar com vereadores antigos e tecer um grande emaranhado de comentários nessa nova empreitada que eu mesmo coloco sobre os meus ombros, em prol do Conhecimento em Pimenta Bueno A RESPEITO DE Pimenta Bueno, porque só assim um monte de boca aberta que tem por aí poderá melhorar um pouco mais seus argumentos vazios.

É bom ressaltar que, muito provavelmente essas e muitas outras Leis Municipais já passaram e estão passando por processos de alteração. Mas não é sobre isto que quero falar. Que comentar o que está registrado nos anais da História Pimentense, no âmbito da Lei, porque muitas Leis criadas no passado, precisam mesmo ser alteradas para atender a demanda e a atualização do presente. Contudo, outras, pelo mesmo motivo, é melhor que fiquem do jeito que nasceram (em alguns casos plástica demais estraga).

Por hoje é só. Mas aguardem muito mais ainda esta semana.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Entrevista ao jornal Folha Pimentense

Convidado pelo Folha Pimentense concedi uma Entrevista ao jornal como escritor. Aqui trago a Entrevista que “teima” em aparecer no Folha Pimentenses como “Dado Martins”. Mas eu reforço: a era “Dado Martins” já passou. Agora é simplesmente meu nome de batismo: “Arnaldo Martins”.

***

Esta semana a Reportagem da Folha Pimentense entrevistou o Poeta, Escritor e Jornalista, Arnaldo B. T. Martins, também proprietário do site pburgente.com.br ao lado de sua esposa Rafaela Del Negri, recém ingressada na área das letras, Assessorando o departamento de Imprensa da Câmara de Vereadores de Pimenta Bueno.

Há mais de 33 anos vindo ainda criança do Estado do Paraná com os pais, Arnaldo Martins é um dos grandes conhecedores dos quatro cantos do município, desde quando municípios como Primavera de Rondônia, São Felipe e Parecis ainda pertenciam ao mesmo mapa. “Eram tempos diferentes de hoje e carregados de muito mais sofrimento, mas em certos momentos parece que eram tempos melhores, principalmente sob o aspecto econômico da população”, diz o Jornalista.

Arnaldo Martins já venceu Concurso Literário em nível nacional, já conquistou segundo lugar, publicou livros de poesia em Pimenta Bueno, trabalhou em todos os jornais locais e recentemente conseguiu aprovar um Poema de Cordel para impressão na Editora Luzeiro, em São Paulo.

Folha: Arnaldo Martins, como começou sua vida pelas letras?
Arnaldo Martins: Começou na minha adolescência quando eu repeti a 6ª série no ano de 1986, e estudava na escola Raimundo Euclides Barbosa. Repeti de ano porque cabulava aula. Reprovei por falta (risos). Meu pai que era dono de um restaurante em frente a rodoviária, o Oeste Restaurante, ficou muito bravo e me levou para um sítio a quase 120 quilômetros de Pimenta Bueno, dizendo que eu ia ficar de castigo lá para aprender a gostar de estudar. Naquele ano a Economia Brasileira deu uma reviravolta e meu pai praticamente perdeu tudo o que tinha, restando apenas o sítio. No final a nossa família inteira foi “ficar de castigo” no sítio. Com a mudança foi a Biblioteca do meu pai, onde descobri um livro que reunia todos os poemas de Castro Alves. Me apaixonei. Foi amor à primeira vista, e durante os dois anos que fiquei de castigo no mato por cabular aula, decidi que um dia ia viver das minhas escritas.

Folha: E nessa condição tão difícil, como foi que você começou a escrever?
Arnaldo Martins: Sem energia elétrica, água encanada, televisão ou qualquer outro artifício que amenizasse o tédio, o jeito era ler e escrever. Eu queria escrever poemas como os de Castro Alves, mas não sabia. Então, minha mãe, dona Cida, me incentivou e me ajudou a escrever o meu primeiro poema que se chamou “As Tardi di Céu Azulado”, e se escreve assim mesmo (risos).

Folha: E daí pra frente, como foi?
Arnaldo Martins: Em 89 retornávamos para Pimenta Bueno. Em 1990 minha mãe foi para Nova Londrina, no Paraná, levando eu, meu irmão Alexandre e minha irmã Analu. Em Nova Londrina fui trabalhar de garçom nas lanchonetes, então com 18 anos de idade, e escrever poemas em papéis de mesa para encantar as damas da noite.

Folha: Então você foi um seresteiro?
Arnaldo Martins: Acho que sim, mas não na íntegra do que essa palavra representa. Os grandes seresteiros eram ricos, e eu precisava trabalhar para sobreviver. Mas esse tempo foi muito bom para exercitar a escrita, já que eu não estudava mais. Entretanto, não deixava os livros e não largava a caneta. Passava noites em claro. Dormia pouco. Fumava muito e escrevia demasiadamente. Isso realmente não foi bom para minha saúde.

Folha: E você voltou quando para Pimenta Bueno?
Arnaldo Martins: Não fiquei muito em Nova Londrina. Em 92 eu já estava de volta. Depois desse tempo até 1998 trabalhei demais. Ia e voltava do Paraná com freqüência. Nesse tempo começaram a nascer os filhos. A vida estava uma loucura e os poemas quase esquecidos, até que decidi publicar um livro de poemas.

Folha: E como aconteceu isso?
Arnaldo Martins: Eu passava em frente a uma gráfica da cidade quando resolvi, assim do nada, entrar e fazer um orçamento. Vi que se corresse atrás conseguiria o dinheiro. Nessa época eu era pedreiro e o dinheiro que ganhava não daria para publicar um livro. Foi quando falei com a prefeita da cidade, que tinha sido minha professora na escola, Inês Zanol, e ela ficou de dar uma força. Dentro de poucos meses eu estava com o livro nas mãos. Nem acreditei. O material que eu mandei para a gráfica eu mesmo fiz em casa, na máquina de escrever, porque eu nem sonhava em ligar um computador.

Folha: E como se chamou esse livro?
Arnaldo Martins: Esse foi o livro Espelho, publicado em Abril de 98 com 68 páginas. Tive problemas com o livro porque não ficou bem impresso. A gráfica, naquela época, não tinha experiência com impressão de livros, e comprometeu toda a tiragem. Depois disso passei a publicar livretos de 16 páginas que eram impressos pelas gráficas da cidade.

Folha: E o Concurso Nacional de Literatura, como foi?
Arnaldo Martins: no ano de 2004 participei do Concurso Nacional de Literatura Brasileira da Litteris Editora, Rio de Janeiro, a conquistei um Primeiro Lugar com o Poemas “De Manhã e à Tarde”. Isso foi bom para o currículo de Poeta, mas só, além de ter sido o ponto de partida para uma Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores de Pimenta Bueno, indicada pelo então vereador Cabo Silva.

Folha: Você deu um tempo nos livros? Afinal, há alguns anos que não se fala no “Poeta Pimentense”...
Arnaldo Martins: Depois de 2004 eu parei. Não queria mais fazer livretos nas gráficas de Pimenta Bueno. Foram nove de 1998 a 2004. Queria publicar um livro de verdade; por uma Editora. Em Outubro do ano passado, 2009, mandei o Poema “A Peleja dos Pastores de Várias Igrejas Contra o Diabo” para a Editora Luzeiro, em São Paulo, e o Poema foi aprovado para publicação. Agora estou aguardando a impressão do livro, que deverá ocorrer até o mês que vem... espero (risos).

Folha: Fale um pouco desta obra:
Arnaldo Martins: É uma Literatura de Cordel, um Poema com características nordestinas. Me especializei na escrita desse tipo de verso. O poema tem 150 estrofes de seis linhas cada uma, e foi escrito no prazo de cinco horas, embora ninguém acredite neste fato. O livro terá 32 páginas com apenas este poema. É bem grande.

Folha: Alem da Poesia, o que mais você escreve?
Arnaldo Martins: Na área literária escrevo algumas crônicas, alguns contos e gosto muito de história e pesquisa. Tenho trabalhado um pouco nisto, mas não pensando em publicação. Depois tem a área jornalística que comecei a desenvolver no ano de 2000, pelo extinto jornal Gazeta Rondoniense. De lá para cá venho escrevendo muito, especialmente nos últimos três anos depois que coloquei o primeiro jornal eletrônico de Pimenta Bueno no ar, o PBURGENTE. Desde que o site entrou na Rede Mundial de Informações, escrevo diariamente e vivo disso.

Folha: Então você realizou o sonho de viver de suas escritas?
Arnaldo Martins: Ainda não porque quando coloquei dentro de mim este objetivo, eu me referia às escritas literárias. Naquela época do sítio não conhecia o jornalismo que chegou em minha vida pelas vias necessárias do trabalho. Mas acredito que, mais do que nunca, estou perto do tempo em que, inacreditavelmente, deva ganhar alguma coisa com Poesia.

Folha: Você realmente acredita que pode ganhar dinheiro com Poesia no Brasil?
Arnaldo Martins: Com todas as minhas forças. Minha sorte é que não preciso provar isto para ninguém, até mesmo no sentido de não despertar a cobiça e a inveja dos poetas concorrentes. Até porque é uma área, além de artística, perfeitamente comercial e, no meu caso, sem a menor concorrência. Logo, com as bênçãos de Deus, uma boa dose de rimas, disposição para o trabalho e inteligência, não será difícil ganhar uns trocados com poesia (risos).

Folha: Suas conclusões, por favor:
Arnaldo Martins: Se eu tivesse as respostas para todas as minhas perguntas, eu não seria um sonhador e, tampouco, um poeta. Logo, nem vivo em busca de respostas, porque pode ser que as encontre e a vida perca o sentido. Entaum eu sonho, um dia após o outro, e enquanto muitos dizem que não passo de um sonhador, acordado vou caminhando a passos lentos, sem pressa de chegar, levando nas mãos as conquistas do caminho, construindo alto castelo com pedras que me atiram sem parar.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Jornal “O Estadão” repercute matéria mentirosa a respeito de autoridades políticas e sites pimentenses


O jornal “O Estadão”, de Porto Velho, repercutiu matéria mentirosa a respeito de autoridades políticas e sites pimentenses, escrita por blogueiro de São Paulo. A matéria foi publicada na capa do caderno Municípios desta quinta-feira (25). Ao tomar conhecimento da publicação, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura e alguns vereadores, foram atrás de tomar as devidas providências judiciais.

A matéria afirma que a população “sofre com o descaso do poder público”, referindo-se aos ribeirinhos atingidos pela última enchente. Afirma ainda que “a prefeitura municipal sequer está auxiliando os desabrigados que agora dormem amontoados em pedaços de papelão”. Ambas afirmações são mentirosas e maldosas com o poder público pimentense.

Desde o primeiro instante a Prefeitura Municipal, através da SEMOSP, disponibilizou caminhões e máquinas para auxiliar a retirada das mudanças dos ribeirinhos. Através da SEMAST distribuiu centenas de quilos de alimento, e forneceu marmitex para famílias que não tinham condições de cozinhar por terem perdido tudo.

À partir de iniciativas do poder público (Prefeitura e Câmara de Vereadores, além de empresas e sociedade organizada), ações foram desenvolvidas no sentido de ajudar a população atingida pela enchente. Procurados por representantes da Prefeitura Municipal, os alunos do 1° Período de Administração da Faculdade de Pimenta Bueno – FAP, fizeram um grande arrastão no centro da cidade na noite de ontem (24), arrecadando dinheiro, alimento e roupas que serão distribuídos aos que mais necessitam.

Através do conclame feito pelo poder público pimentense, as rádios da cidade atenderam o chamado e fizeram campanhas que também arrecadaram alimentos, roupas e calçados.

Os ribeirinhos também receberam toda atenção da Secretaria Municipal de Saúde, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, empresários e todos que puderam ajudar com barcos, gasolina, caminhões e caminhonetes. Até o presente momento a SEMAST continua realizando a distribuição de alimentos e auxílio aos que mais necessitam de ajuda.

Sendo assim, é de admirar como um jornal tão credibilizado e, aparentemente com assinaturas vendidas ao poder público de Pimenta Bueno através do representante local, simplesmente repercute tamanha mentira, sem antes entrar em contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal para ouvir se a matéria que lhe foi enviada para publicação era verdadeira. Essa averiguação, além de praxe na redação que qualquer jornal que se preze, é também a essência da ética jornalística que, ao que parece, deixa de ser exercida pelos profissionais da Informação.

A matéria publicada no jornal também afirma que sites pimentenses são custeados por políticos, afirmação que o jornal, com certeza, não pode provar, até porque nenhum dos três principais sites da cidade, o PBURGENTE, o Folha Pimentense e o Correio Pimentense, têm contrato assinado com Prefeitura, Câmara ou qualquer repartição desses poderes, provavelmente muito ao contrário do jornal que repercutiu tais mentiras.